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quarta-feira, agosto 10, 2022
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Os bairros paulistanos preferidos dos cariocas

Adaptar-se a uma nova cidade nunca é fácil — e, para os cariocas que optam em deixar a Cidade Maravilhosa para morar na ‘selva de pedra’ paulistana, o desa-fio parece ainda mais complexo. São estilos de vida, geografia e ritmos urbanos distintos, sem contar a ausência do mar, o que exige de quem chega uma dose extra de boa vontade.

Na busca por similaridades que possam mitigar parte do incômodo processo de transição, a escolha do local para morar pode fazer toda a diferença entre ficar ou desistir. Nesse sentido, os migrantes têm historicamente escolhido os bairros de Moema e Vila Nova Conceição, na Zona Sul da capital paulista, como portas de entrada preferenciais na cidade.

“Moema é, sem sombra de dúvidas, o primeiro destino de quem vem do Rio”, afirma Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s, explicando que os bairros reúnem atributos que se assemelham aos encontrados em Ipanema, Leblon e Copacabana.

Por semelhanças entende-se ofertas de serviços muito próximas de casa, topografia plana ideal para quem gosta de fazer tudo a pé e proximidade do aeroporto de Congonhas e do Parque do Ibirapuera, que é um respiro de natureza na cidade, similar à praia.

Indicadores de qualidade de vida também são atrativos. No caso de Moema, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), publicado no Atlas do Trabalho e Desenvolvimento da Cidade de São Paulo em 2019, é de 0,972 em uma escala de zero a um. Com essa nota, o bairro tem uma classificação de qualidade de vida e bem-estar superior a países desenvolvidos como Alemanha, Noruega e Suíça.

Já a Vila Nova Conceição é muito procurada por quem chega com a família. Por se tratar de um bairro mais tranquilo, muito arborizado e vizinho do Ibirapuera, o interesse pelo local é elevado.

Na contramão, bairros como Morumbi e Panamby, no sul da capital, não são muito apreciados pelos fluminenses. “São lugares com poucas opções de endereços para lazer, gastronomia ou serviços básicos. Tudo fica a dez minutos de carro de casa, de uma simples ida à farmácia até fazer as compras do mercado, o que afasta o interesse deles”, explica Romero.

Embora concentrem-se mais nesses dois, os cariocas recém-chegados têm se deslocado nos últimos anos também para outro bairro da mesma região: o Itaim. Plano, repleto de serviços e comércio, com bares, restaurantes e diversas opções de moradia de alto padrão, o endereço tem outro atrativo: fica ao lado do mais poderoso centro financeiro de São Paulo.

“Muitos de nossos clientes são pessoas que atuavam em grandes bancos de investimento e corretoras de valores no Rio e foram transferidas para cá”, relata Marco Tulio Vilela Lima, da Esquema Imóveis. De acordo com o executivo, esse perfil de público ligado ao mercado financeiro acaba desembarcando no Itaim pela comodidade de morar próximo ao trabalho.Todo esse interesse tem ajudado a elevar o preço do metro quadrado nos três bairros. Segundo o índice FipeZAP+, que analisa a variação do valor de venda e locação dos apartamentos anunciados nas plataformas digitais do grupo, o metro quadrado para venda na Vila Nova Conceição saiu de R$ 17 mil em outubro de 2019 para cerca de R$ 22 mil em março deste ano. Moema e Itaim registraram aumento médio de 5%.

“Bairros mais caros tendem a ter melhor desempenho até o final de 2022”, explica Pedro Tenório, economista do DataZAP. Segundo ele, o aquecimento do mercado imobiliário com a pandemia, associado à arborização urbana e à proximidade do Ibirapuera, “forma uma hipótese forte para explicar a maior valorização da Vila Nova Conceição”.

Fonte: valor.globo.com/patrocinado/imoveis-de-valor/noticia/2022/04/29/os-bairros-paulistanos-preferidos-dos-cariocas.ghtml

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